Redução de IPI impacta eletrodomésticos da linha branca e automóveis
Medida do Governo Federal reduz alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados em até 25%
Medida do Governo Federal reduz alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados em até 25%
Decreto do Governo Federal na edição extra do Diário
Oficial da União (DOU) na sexta-feira (25), anunciou a redução de Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a medida, o preço de celulares,
eletrodomésticos como secadores, máquinas de lavar, freezers, dentre outros,
além de automóveis, deve cair. O decreto não se aplica a produtos que contêm
tabaco.
A maior parte dos produtos teve redução da alíquota de 25%.
Se o imposto praticado a algum setor é de 10%, por exemplo, com a redução da
alíquota, o imposto passa a ser de 7,5%. Apenas alguns tipos de automóveis
tiveram redução menor, de 18,5%. A medida impacta diretamente a indústria, que
deve repassar a queda nos preços da produção para os produtos que chegam aos
consumidores.
O economista e professor aposentado da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC), João Sanson, pontua que é difícil prever o impacto
para o consumidor e que depende muito de cada setor. Se o produto está com
dificuldade de venda, é provável que os preços diminuam, mas se há uma demanda
muito alta, o impacto é menor.
Para o presidente da Federação das Indústria de Santa
Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, a medida traz competitividade para o
setor industrial, pois o setor paga duas vezes mais impostos do que a média no
país.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enfatizou que a
mudança tributária poderá reduzir os preços dos produtos industriais,
beneficiando os consumidores e auxiliando no controle da inflação. Os preços do
segmento industrial representam 23,3% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA).
O Governo Federal informou que a medida busca incentivar a
indústria nacional e o comércio para reaquecer a economia e gerar empregos. De
acordo com o Ministério da Economia, a renúncia fiscal esperada, somente para
este ano, é de cerca de R$ 19,5 bilhões.
A medida não necessita de ações compensatórias no orçamento porque se trata de um tributo extrafiscal de natureza obrigatória. Por outro lado, o economista João Sanson enfatiza que, do ponto de vista macroeconômico, a medida pode retardar a diminuição da inflação a curto prazo, considerando que a folga orçamentária será menor que a do ano passado. O crescimento da economia previsto para 2022 é menor que 1%, segundo o Boletim Focus, contra o crescimento de 4% em 2021.
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE